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20/03/2017 20:21
Considerando o cinema como produto de um tempo e como veículo de construção de representações sobre o Século XX, os professores da disciplina de História do Instituto Dom Barreto, do 9º ano do Ensino Fundamental, apresentaram aos alunos o projeto “Oficinas de História e Cinema – experiências de olhar o século XX”, que será trabalhado ao longo do ano letivo de 2017.
O cinema é um meio de expressão e comunicação que surgiu profundamente ligado às inovações daquele período. Os avanços técnicos, assim como a popularização gradativa que esse recurso de imagem sofreu ao longo do século XX tornam o cinema um tipo de registro por excelência desse período, ao mesmo tempo em que os registros e obras produzidas naquele contexto ocupam um lugar central na construção de sentido que fazemos sobre ele. Portanto, durante o projeto, serão realizados encontros dos professores com os alunos para análise das obras que compõem o arcabouço de produções cinematográficas que registram a história do século XX ao mesmo tempo em que constroem um sentido histórico sobre ele.
A Oficina de História e Cinema – experiências de olhar o século XX terá periodicidade bimestral, realizada no contraturno das aulas, das 8h às 10h30. A escolha da data e da obra cinematográfica a ser analisada em cada encontro será feita pela Coordenação de História e a equipe de professores da série, como parte do planejamento das aulas e considerando a relevância desse exercício para o aprendizado dos alunos.
Entende-se que através desse exercício de olhar a história por meio de outros registros, os alunos serão imersos em um universo envolvente e crítico, que lhes permitirá analisar o mundo por outros prismas e pluralizar as análises. Serão ainda levados a problematizar as questões cotidianas e o papel da arte na construção da história.
A primeira edição da Oficina História e Cinema foi realizada com a apresentação do filme “O Grande Ditador”, de Charlie Chaplin. Lançado em 1940, mas com início de produção em 1937, antes da invasão da Polônia, antes que a Alemanha nazista fosse considerada uma ameaça pelos americanos e bem antes que o Holocausto se materializasse plenamente, o filme materializa a visão instintiva de Charles Chaplin sobre o totalitarismo que emergia na década de 1930, na Europa.
Além de protagonizar o filme interpretando dois personagens diametralmente opostos – o poderoso ditador Adenoid Hynke e seu sósia, o indefeso barbeiro judeu – Charles Chaplin também foi o gênio por trás do roteiro, da produção e direção do filme. Cinematograficamente, o filme marca a primeira incursão de Chaplin no cinema sonoro, e a última em que ainda se utiliza do personagem que o consagrou, apesar de não ser exatamente o mesmo Carlitos dos curtas e dos outros longas da década de 1930.
Atividade instigante e que traz aos alunos o prazer de descobrir o cinema e a história através da arte!