Marcílio Flávio Rangel: onze anos de saudade Notícias

  10/05/2017 12:01

Marcílio Flávio Rangel: onze anos de saudade

Há quem afirme que “saudade” é uma palavra portuguesa intraduzível para outras línguas. Saudade é um sentimento que faz parte da natureza humana, que se manifesta em algum momento da vida e está relacionada a pessoas, fatos ou situações vivenciadas no passado. Nós, da comunidade dombarretana, temos um sentimento infinito de saudade.

Em 10 de maio de 2006, há exatos onze anos, aos 49 anos, o professor Marcílio Flávio Rangel de Farias nos deixava de forma efêmera e prematura. Ele cumpriu sua missão e partiu para mais uma jornada no céu. Ele se foi, mas suas marcas permanecem intactas e fortes dentro de cada um de nós. Em cada canto do IDB, podemos ainda sentir seu amor e cuidado.

Para a família do prof. Marcílio Rangel é sempre difícil falar sobre essa data, é um momento de reflexão e orações. Nesta quarta-feira, os familiares do nosso saudoso professor convidam parentes, amigos e a comunidade dombarretana para participarem da missa do 11º aniversário da Páscoa definitiva para o Pai, que será realizada às 18 horas, na Capela Mater, no IDB.

Conheça a trajetória do Professor Marcílio Rangel

Marcílio Flávio nasceu em 1956, em Taperoá, na Paraíba. Em 1978, ele veio para Teresina e tornou-se professor de Matemática do então Patronato Dom Barreto, criado em 1945 pela Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. Assumiu a direção do Instituto Dom Barreto, em 1983, a convite das Irmãs Missionárias. Com seu jeito carinhoso e cheio de gentileza, transformou o IDB num projeto que vai além do pedagógico, transformou tudo e todos que fazem parte da comunidade dombarretana em uma grande e inestimável família.

Um legado de atenção, dedicação e amor

Carisma era uma marca da personalidade do prof. Marcílio. Para Narcizo de Sousa, funcionário da Escola há 26 anos, essa é a palavra que resume bem o professor Marcílio. “Trabalhei diretamente com o professor Marcílio, desde 1991, quando tinha 19 anos. Foi meu primeiro emprego e até hoje estou aqui. Ele me ensinou tudo que sei. Foi como um pai. Só tenho a agradecer por tudo. Era uma pessoa humilde, do bem, que ajudava e aconselhava. Carisma traduz a imagem dele. Isso era uma das coisas que mais admirava nele. Nunca conheci alguém tão carismático como ele”, contou Narcizo.

Para a funcionária Elsa Maria, que trabalha na reprografia do IDB há 21anos, o que lhe marcou durante todos os anos de trabalho na Escola, junto ao professor Marcílio, foi o desejo dele de sempre ajudar ao próximo. “Aprendi tudo da minha área hoje com o incentivo dele. Tenho muito a agradecer, porque, se fosse outra pessoa, certamente gostaria de contratar alguém que tivesse experiência, que tivesse algum grau de instrução. E eu não tinha! Tinha apenas o Ensino Fundamental, tinha acabado de concluí-lo. Estava entrando no Ensino Médio. Então, agarrei essa oportunidade. Ele me acolheu como ninguém. Sempre me deu muito apoio e me falava: “vai dar certo!”. Ele sempre soube cobrar dos colaboradores, sempre se comovia com as causas sociais. Cuidava mais dos outros do que de si mesmo. O negócio dele era trabalhar e ajudar. Essa atitude dele me marcou muito”, disse.

A professora da Educação Infantil, Honória Vaz da Costa, se emocionou ao dar seu depoimento sobre o professor. Honória trabalha no IDB há 34 anos e, em 2016, foi agraciada com o Mérito “Marcílio Flávio Rangel de Farias”, na Formatura da 3ª Série do Ensino Médio. Foi uma homenagem prestada pela comunidade dombarretana, em reconhecimento aos anos de dedicação na formação dos nossos brilhantes amanhãs, com carinho e zelo, desde os seus primeiros passos.

“Tinha 20 anos quando cheguei aqui. Marcílio para mim é uma figura de pai. Sou da época que não era obrigatório o curso pedagógico para ser professor auxiliar. Foi ele que nos mostrou a importância desse estudo para nossa função dentro da escola, juntamente com as crianças. Então, ele nos manteve incentivados, mostrando que tudo que fôssemos fazer para aqueles pequenos, nós soubéssemos o porquê estávamos fazendo. E isso desencadeou uma série de outros conhecimentos, outras buscas que foram muito boas. Ele tinha um lado social de ser, tinha o lado do ser cidadão. Não era só esse ser pensante intelectualmente. Com ele, me tornei uma pessoa melhor. Aprendi a ver as pessoas com as suas diferenças e saber respeitar”, revela.

É difícil não associar o grau de excelência, afeto  e disciplina do Instituto Dom Barreto a este homem de grande coração. Professor Marcílio é, e sempre será, símbolo de educador admirável e um dos mais influentes.

Professor Marcílio Flávio Rangel de Farias. Presente. Sempre presente! Em nossas memórias e em nossas vidas.

Paz e Bem!